“Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; quem não ama a seu irmão habita na morte.” — 1 João 3:14
A migração definitiva de território
Ao dizer que “já passamos” da morte para a vida, João usa o verbo metabebekamen, no pretérito perfeito. Ele não diz que vamos passar ou que estamos tentando: a migração de um estado espiritual de morte para um território de vida já ocorreu de forma definitiva e completa.
A evidência de que essa transição foi real é a guinada drástica no modo como tratamos o outro. Se o ódio, o ressentimento e a fofoca ainda são a regra de vida de uma pessoa, ela ainda “habita na morte”, não importa o título religioso que ostente.
A genética de quem é nascido de Deus
“Todo o que ama é nascido de Deus” (1 João 4:7). A palavra grega gegennetai indica um nascimento espiritual ocorrido no passado, cujas marcas continuam visíveis no agora. Como a própria essência de Deus é o amor, o filho regenerado herda a inclinação natural para amar.
Agape x afeto passageiro
Phileo é a afeição mútua, condicionada a quem nos faz o bem. Mas quando a Bíblia exige amor como prova de salvação, ela usa agape: um amor intencional, sacrificial, voluntário e inesgotável. É a decisão consciente de buscar o bem supremo do outro, mesmo quando o outro não merece — exatamente o amor com que Deus nos amou quando ainda éramos pecadores.